terça-feira, 29 de setembro de 2009

Julie & Julia - Festival do Rio 2009

Quando ainda na fila me perguntaram a razão de eu assistir esse filme, logo respondi, gosto dos roteiros da Nora Ephron. E conhecendo os filmes anteriores dela podia esperar mais uma comédia romantica aos moldes de Harry e Sally, Sinfonia do Amor ou Mens@gem para Você.

Mas Julie & Julia é um pouco diferente. Baseado em duas histórias reais, a de Julia Child e Julie Powell. E é no livro da segunda que o filme é baseado.

O filme conta a história de como Julia escreveu seu livro e publicou seu livro Mastering the Art of French Cooking e da história por tras do blog de Julie.

Vários detalhes me chamaram atenção no filme, as piadas são leves e engraçadas, o ritmo, apesar de ficar trocando o foco nos personagens é bom e as atuações de Meryl Streep e Amy Adams são geniais.

Bom, o filme também estréia dia 16 de outubro no Brasil, vale a pena dar uma conferida.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O Desinformante - Festival do Rio 2009

Desde sempre admirei o diretor Steven Soderbergh, gostei de filmes experimentais como "Sexo, Mentiras e Videotapes" e "Confissões de uma Garota de Programa", não gostei de outros como "Bubble", "Che - O Argentino", gostei dos filmes mainstream como a série "11 Homens e 1 Segredo", "Traffic" e "Erin Brockovich: Uma mulher de talento".

Poderia dizer que O Desinformate é uma mistura de "Erin Brockvich" e "11 Homens e 1 Segredo", porém com um humor mais ácido, o mais incrível é que é baseado em uma história real, a de Mark Whitacre, um funcionário da ADM que coopera com o FBI numa investigação sobre fixação de preços. Matt Damon vive Whitacre e atua de forma genial (e hilária).

Um dos pontos interessantes do filme é o fato de você poder "escutar" os pensamentos de Whitacre, sejam eles relevantes ou não, o que trazem uma certa simpatia com o personagem, e acaba se revelando uma boa surpresa no fim.

A estréia no Brasil está marcada para 16 de outubro, recomendado.

sábado, 26 de setembro de 2009

Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo - Festival do Rio 2009

Pra iniciar o Festival do Rio nada melhor do que um filme brasileiro.

O filme em questão foi "Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo", da dupla Karim Aïnouz (O Céu de Suely) e Marcelo Gomes (Cinema, Aspirinas e Urubus), e como os filmes anteriores dos dois este também se passa no nordeste, mais especificamente no Ceará.

Apesar da maneira pouco convencional, o personagem principal nunca aparece, só narra o filme, como se estivesse narrando sua viagem num diário. Talvez isso faça com que o filme ganhe uma carga dramática mais "sofrida" ao retratar a realidade do vazio e solidão, tanto da viagem, quando da alma. Os trechos em super 8 e fotos ainda trazem uma melancolia que reforça ainda mais o drama do personagem. As tomadas da estrada, com apenas o som do vento e dos motores trazem um certo desconforto ao espectador, certamente o mesmo desconforto do personagem em sua viagem.

O fato é "Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo" é um bom filme, não tão convencional, não tão confortável de se assistir, mas mostra de uma maneira real o drama de um personagem.










segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Coraline

Pensei, pensei, pensei e resolvi escrever sobre Coraline, o filme antes de escrever sobre o livro em si. Sou um fã confesso do Neil Gaiman, e ao saber que Coraline viraria um filme fiquei animado com a notícia, acompanhei todos as notícias, posts próprio blog do Gaiman, assisti todos os trailers e acredite, tinha uma expectativa altissima. E geralmente quando você cria uma expectativa muito grande você acaba se decepcionando.

Pra se ter uma idéia da expectativa, o papel de parede do meu laptop era exatamente a figura do posters. Cheguei a contar os dias para assistir of filme. Fui assistir a pré-estréia (em 3D digital), cheguei 2 horas antes e esperei como se fosse a eternidade até o filme.

E posso dizer que o filme superou, e muito, minhas expectativas. O filme é fiel ao livro na medida do possível, e o livro é genial (não vou falar muito, é Neil Gaiman). Mas o que chama mais atenção no filme é a animação stop-motion.

Coraline é um clássico, uma referência para todos os filmes de stop-motion. É uma obra de arte, completamente artesanal, feito a mão com todos os detalhes e cuidados para tudo parecer perfeito. Apesar de serem bonecos, são reais, apesar de eu ser um fã de computação gráfica, a realidade dos detalhes de Coraline são incríveis, cenários de tirar o fôlego. E apesar de os filmes para computação gráfica serem inerentementes próprios para o 3D digital, Coraline leva essa tecnologia a um novo nível. Apesar de ter algumas cenas "forçadas" para o 3D, todas elas estão nos trailers e funcionam bem em 2D, mas algumas cenas (principalmente as do jardim) são magníficas, e justificam o preço de um ingresso para uma sala com essa tecnologia.

Apesar de superar minhas expectativas em muito, eu tenho que ser chato (senão não seria eu, hehe), o roteiro é fiel na medida do possível, existe um personagem que não existe no livro, que teve que ser inserido para que houvesse diálogo em passagens importantes. Mas, uma passagem importante ficou de fora do filme, quando Coraline conta uma história para o gato em que ela explica o que é a verdadeira coragem, essa passagem de certa forma é a transição entre as duas partes do livro/filme, e faltou isso no filme.

No fim, Coraline é um filme que talvez não tenha tanta repercussão agora, mas com certeza ficará como referência para as animações em stop-motion e como uma adaptação de livro bem sucedida.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

As Incriveis Aventuras do Pequeno Parker


http://punyparker.blogspot.com/


Tirinha do Homem Aranha criança. Muito bom. 


terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Desaparecidas - Tess Gerritsen

Entre desaparecidos, demitidos e atolados de serviço, Feliz ano novo. E feliz livro novo!


Desaparecidas é um thriler/romance policial/terror/suspence cativante. Prende a atenção do leitor do começo ao fim. O livro conta a estória de Mila, uma imigrante ilegal que se dá muito mal [risos]. Mas este é apenas o começo, a trama mostra um lado americano conhecido e polêmico. Outras mulheres também são citadas e suas estórias são costuradas de forma que o leitor se sente em uma avalanche de acontecimentos inesperados. O cirurgião, livro citado no próprio livro, também da autora Tess Gerritsen. Boa leitura!

Ps: Li Crepúsculo e Lua Nova mas como o Degu já comentou não vou re-comentar, quando sair o Eclipse (3º Livro da série) faço um apanhado geral (ou não).

domingo, 7 de dezembro de 2008

Orgulho de Bagdá


Antes mesmo de eu começar a elogiar descaradamente (e novamente) o trabalho de Brian K. Vaughan, não posso negar que em qualquer lista atual de quadrinhos não podemos descartá-lo. Nos últimos 3 anos ele ganhou "apenas" 5 prêmios Eisner, e entrou pra seleta lista de ganhadores de melhor roteiro (já que só o Alan Moore e o Neil Gaiman levam o prêmio ano após ano a lista de ganhadores é bem limitada).

Mas o assunto em si é a hq "Orgulho de Bagdá". Inspirada numa história real de 4 leões que em meio a um bombardeio em Badgá escapam do zoológico para serem fatidicamente mortos por soldados americanos. Como em todos os roteiros de Vaughan, precisamos de apenas uns quadros para criamos uma empatia com os personagens. Em "Orgulho de Badgá" temos os 4 leões, uma anciã, que por conta da vida sofrida que levou na selva (onde acabou perdendo um olho) tem no zoológico a sua zona segura. O macho alfa, que como um legítimo rei da selva se mostra abatido, por não poder ver o seu reino, quando a paisagem do pôr do sol no horizonte é trocada pelas paredes do zoológico. Uma jovem leoa, que sendo capturada ainda criança, ainda tem o ideal rebelde e o sonho da liberdade, que deve ser conquistada, além de seu filho, um leãozinho nascido em cativeiro, que nunca teve contato com a realidade fora de sua jaula.

Ao constatar pelo desespero dos pássaros, de que o céu está caindo, eles não têm idéia de que estão no meio de um bombardeio. E suas vidas mudam na hora em que um míssel atinge suas cela. Agora eles são livres, estão livres da jaula, mas estão no meio de uma selva de pedra, que eles não entendem. Não demora até que suas convicções e ideologias entrem em conflito, e é nesse ponto em que podemos ver claramente algumas críticas dos tempos de guerra em que vivemos. Que fazem com que os diálogos (que são mais discussões do que diálogos) ganhe um tom atual e de interessantes reflexões.

Se fosse somente pelo texto já teríamos aí uma grande hq, porém os desenhos de Niko Henrichon são fantásticos e dão um ar leve ao contexto pesado. Fora isso, temos referências visuais muito interessantes, como os macacos e o pequeno leão (visualmente igual a uma cena de Rei Leão), também temos a tartaruga anciã que introduz a realidade aos leões que lembra o visual da tartaruga de Procurando Nemo.

Como não podia deixar de ser temos em "Orgulho de Bagdá" uma obra de arte pautada sobre uma história real, que leva a discussão sobre a nossa realidade. Ou seja mostra quão relevantes quadrinhos podem ser quando usado como mídia para levar idéias e discussões de uma forma simples e objetiva.