segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Coraline

Pensei, pensei, pensei e resolvi escrever sobre Coraline, o filme antes de escrever sobre o livro em si. Sou um fã confesso do Neil Gaiman, e ao saber que Coraline viraria um filme fiquei animado com a notícia, acompanhei todos as notícias, posts próprio blog do Gaiman, assisti todos os trailers e acredite, tinha uma expectativa altissima. E geralmente quando você cria uma expectativa muito grande você acaba se decepcionando.
Pra se ter uma idéia da expectativa, o papel de parede do meu laptop era exatamente a figura do posters. Cheguei a contar os dias para assistir of filme. Fui assistir a pré-estréia (em 3D digital), cheguei 2 horas antes e esperei como se fosse a eternidade até o filme.

E posso dizer que o filme superou, e muito, minhas expectativas. O filme é fiel ao livro na medida do possível, e o livro é genial (não vou falar muito, é Neil Gaiman). Mas o que chama mais atenção no filme é a animação stop-motion.

Coraline é um clássico, uma referência para todos os filmes de stop-motion. É uma obra de arte, completamente artesanal, feito a mão com todos os detalhes e cuidados para tudo parecer perfeito. Apesar de serem bonecos, são reais, apesar de eu ser um fã de computação gráfica, a realidade dos detalhes de Coraline são incríveis, cenários de tirar o fôlego. E apesar de os filmes para computação gráfica serem inerentementes próprios para o 3D digital, Coraline leva essa tecnologia a um novo nível. Apesar de ter algumas cenas "forçadas" para o 3D, todas elas estão nos trailers e funcionam bem em 2D, mas algumas cenas (principalmente as do jardim) são magníficas, e justificam o preço de um ingresso para uma sala com essa tecnologia.

Apesar de superar minhas expectativas em muito, eu tenho que ser chato (senão não seria eu, hehe), o roteiro é fiel na medida do possível, existe um personagem que não existe no livro, que teve que ser inserido para que houvesse diálogo em passagens importantes. Mas, uma passagem importante ficou de fora do filme, quando Coraline conta uma história para o gato em que ela explica o que é a verdadeira coragem, essa passagem de certa forma é a transição entre as duas partes do livro/filme, e faltou isso no filme.

No fim, Coraline é um filme que talvez não tenha tanta repercussão agora, mas com certeza ficará como referência para as animações em stop-motion e como uma adaptação de livro bem sucedida.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

As Incriveis Aventuras do Pequeno Parker


http://punyparker.blogspot.com/

Tirinha do Homem Aranha criança. Muito bom. 


terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Desaparecidas - Tess Gerritsen

Entre desaparecidos, demitidos e atolados de serviço, Feliz ano novo. E feliz livro novo!


Desaparecidas é um thriler/romance policial/terror/suspence cativante. Prende a atenção do leitor do começo ao fim. O livro conta a estória de Mila, uma imigrante ilegal que se dá muito mal [risos]. Mas este é apenas o começo, a trama mostra um lado americano conhecido e polêmico. Outras mulheres também são citadas e suas estórias são costuradas de forma que o leitor se sente em uma avalanche de acontecimentos inesperados. O cirurgião, livro citado no próprio livro, também da autora Tess Gerritsen. Boa leitura!

Ps: Li Crepúsculo e Lua Nova mas como o Degu já comentou não vou re-comentar, quando sair o Eclipse (3º Livro da série) faço um apanhado geral (ou não).

domingo, 7 de dezembro de 2008

Orgulho de Bagdá


Antes mesmo de eu começar a elogiar descaradamente (e novamente) o trabalho de Brian K. Vaughan, não posso negar que em qualquer lista atual de quadrinhos não podemos descartá-lo. Nos últimos 3 anos ele ganhou "apenas" 5 prêmios Eisner, e entrou pra seleta lista de ganhadores de melhor roteiro (já que só o Alan Moore e o Neil Gaiman levam o prêmio ano após ano a lista de ganhadores é bem limitada).

Mas o assunto em si é a hq "Orgulho de Bagdá". Inspirada numa história real de 4 leões que em meio a um bombardeio em Badgá escapam do zoológico para serem fatidicamente mortos por soldados americanos. Como em todos os roteiros de Vaughan, precisamos de apenas uns quadros para criamos uma empatia com os personagens. Em "Orgulho de Badgá" temos os 4 leões, uma anciã, que por conta da vida sofrida que levou na selva (onde acabou perdendo um olho) tem no zoológico a sua zona segura. O macho alfa, que como um legítimo rei da selva se mostra abatido, por não poder ver o seu reino, quando a paisagem do pôr do sol no horizonte é trocada pelas paredes do zoológico. Uma jovem leoa, que sendo capturada ainda criança, ainda tem o ideal rebelde e o sonho da liberdade, que deve ser conquistada, além de seu filho, um leãozinho nascido em cativeiro, que nunca teve contato com a realidade fora de sua jaula.

Ao constatar pelo desespero dos pássaros, de que o céu está caindo, eles não têm idéia de que estão no meio de um bombardeio. E suas vidas mudam na hora em que um míssel atinge suas cela. Agora eles são livres, estão livres da jaula, mas estão no meio de uma selva de pedra, que eles não entendem. Não demora até que suas convicções e ideologias entrem em conflito, e é nesse ponto em que podemos ver claramente algumas críticas dos tempos de guerra em que vivemos. Que fazem com que os diálogos (que são mais discussões do que diálogos) ganhe um tom atual e de interessantes reflexões.

Se fosse somente pelo texto já teríamos aí uma grande hq, porém os desenhos de Niko Henrichon são fantásticos e dão um ar leve ao contexto pesado. Fora isso, temos referências visuais muito interessantes, como os macacos e o pequeno leão (visualmente igual a uma cena de Rei Leão), também temos a tartaruga anciã que introduz a realidade aos leões que lembra o visual da tartaruga de Procurando Nemo.

Como não podia deixar de ser temos em "Orgulho de Bagdá" uma obra de arte pautada sobre uma história real, que leva a discussão sobre a nossa realidade. Ou seja mostra quão relevantes quadrinhos podem ser quando usado como mídia para levar idéias e discussões de uma forma simples e objetiva.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Batman - A Piada Mortal


Enquanto fazíamos a lista acabamos por perceber que quando se trata de Batman, "A Piada Mortal" não é a graphic novel favorita de nenhum dos 3 autores dos blogs. Mas então qual é a razão desta hq estar na lista e não as outras? Talvez um motivo simples, todos concordam que "A Piada Mortal" é uma das melhores histórias do Batman e nada mais justo que colocar na lista a visão do Coringa por um gênio dos quadrinhos, ninguém menos que Alan Moore.

É graças a essa hq que pudemos ter a memorável atuação de Heath Ledger como Coringa, já que o Coringa clássico sempre foi tratado como um palhaço, com planos mirabolantes para capturar o Batman, com seus brinquedos extravagantes (como visto na interpretação do Jack Nicholson), apesar de ser lançado em 88, o Coringa de "A Piada Mortal" nunca chegou a ser uma unanimidade (ainda em 94 por exemplo temos "Batman: Louco Amor" de Paul Dini com o Coringa palhaço). Mas, sem dúvida o que vemos no tão aclamado Coringa do filme são as caracteristicas dadas por Alan Moore e Brian Bolland (visto a clássica imagem da risada enloquecida e psicopata).


Essas razões fazem com que "A Piada Mortal" seja justamente incluída em qualquer lista de quadrinhos, afinal não é sempre que temos o mestre Alan Moore criando uma nova visão para um personagem clássico, visto que se analisarmos friamente, o Batman está longe de ser o protagonista nessa hq. E o Coringa além de psicotico não foge suas origens de "palhaço", com visto nas últimas páginas. Mas esses detalhes não vou contar, pois se você ainda não leu "A Piada Mortal" já passou da hora de lê-la.