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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

And the Eisner Goes To ...

Era uma vez, três amigos que gostam o suficiente de história em quadrinhos ao ponto de serem capazes de passar a madrugada (a noite, a manhã ou qualquer outra expressão que meça tempo) inteira lendo e discutindo as diferenças entre a crítica social presente (ou não) no Tio Patinhas, ou as semelhanças entre Nick Hornby e Brian Vaughan.

A lista que colocamos aqui é o fruto de discussões acirradas, que levaram em conta características como relevância histórica, argumento, traço, roteiro e, é claro, gostos pessoais. Como toda lista que se preze, essa não pretende agradar a todos, até porque não agradou inteiramente nem àqueles que a fizeram.Cada um de nós irá fazer um post, com as informações das HQs e os argumentos que fizeram com que elas fossem consideradas "dignas" de morarem em nossa lista.

E como o santo é de barro, também faremos posts sobre aquelas que gostaríamos de ter colocado na lista mas, ou não fomos convincentes o suficiente, ou fomos espíritos de porco o suficiente.
So, that's all, folks!
Enjoy.

  • 1602 (Neil Gaiman e Andy Kubert)
  • Academia Umbrella - A Comitiva do Apocalipse [Umbrella Academy] (Gerard Way e Gabriel Bá)
  • O Alienista (Fábio Moon e Gabriel Bá)
  • Asterix: O gaulês (René Goscinny)
  • Batman: A Piada Mortal [The Killing Joke] (Alan Moore e Brian Bolland)
  • Charlie Brown [Peanuts] - (Charles Schulz)
  • Um Contrato com Deus [A contract with God] (Will Eisner)
  • Entre a Foice e o Martelo [Red Son] (Mark Millar e Dave Johnson)
  • Fugitivos [Runaways] (Brian K. Vaughan e Adrian Alphona)
  • Hellblazer: Pecados Originais [Hellblazer: Original Sin] (Jamie Delano e John Ridgway)
  • Malvados (André Dahmer)
  • Maus (Art Spiegelman)
  • Morte: O Alto Preço da Vida [Death: The High Cost of Living] (Neil Gaiman e Chris Bacholo)
  • Orgulho de Bagdá [Pride of Baghdad] (Brian K Vaughan e Niko Henrichon)
  • Persépolis [Persepolis] - (Marjani Sartrapi)
  • Preacher (Garth Ennis e Steve Dilon)
  • Rê Bordosa (Angeli)
  • Sin City: Dama Mortal [Sin City: A Dame to Kill For] (Frank Miller)
  • The Spirit (Will Eisner)
  • Tintin (Hergé)
  • Watchmen (Alan Moore e Dave Gibbons)
  • WE3 (Grant Morrison e Frank Quitely)
  • V de Vingança [V for Vendetta] (Allan Moore e David Lloyd)
  • Y! - O Último Homem [Y! - The Last Man] (Brian K Vaughan e Pia Guerra)

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Y! O Último Homem

Já vou começar avisando que sou um fã de Brian K. Vaughan, o autor da série. Ele é simplemente o criador da melhor série produzida pela Marvel nos últimos anos, Fugitivos. Além de escrever o arco "O Juramento" do Doutor Estranho, possivelmente um dos melhores arcos atuais do mago da Marvel, e escreveu "Leões de Bagdá" outra ótima leitura, e ainda é roteirista de Lost, e escreveu também ... Bom, chega né?!

Sobre Y! O Último Homem, somente ontem tive a oportunidade de ler as 60 edições em ordem (obrigado Aris por acabar com a minha madrugada). E só posso dizer uma coisa: é genial.

Y! começa com a morte de todos os mamíferos machos no mundo, na verdade nem todos, por algum motivo Yorick e seu macaco Ampersand sobrevivem ao acontecimento. Não entrando em detalhes, ainda temos na história ótimos personagens, como a agente 355 e a doutora Mann, além de Hero, irmã de Yorick.

Como se pode notar pelos nomes, temos um incontável número de referências interessantes, por exemplo muito do carater de Yorick é tirado do fato de Yorick ser o nome do bobo da corte em Hamlet (a caveira segurada por Hamlet numa das cenas mais famosas é de Yorick, e essa cena, como não podia deixar de ser é referenciada em Y!). Hero, sua irmã por sua vez é uma relização fantástica da Hero de "Muito Barulho Por Nada", mas não ficamos só em Shakespeare, a doutora Mann é uma homenagem a Thomas Mann.

Mas não paramos por aí, temos ainda muito de "O Mágico de Oz", muitas referências a filmes, como por exemplo "Ajuste Final" dos irmãos Cohen, citações de Chinatown, entre outros clássico. E é claro não poderia faltar Star Wars que é homenageada da melhor forma em "Hero's Journey", onde o título por si só é interessante, ao citar a "Jornada do Herói" que é utilizada para contar a história de Hero (para quem não sabe a Jornada do Herói é usada como estrutura para o roteiro de Star Wars).

Claro que várias referências legais não fazem uma boa história por si só, então além disso temos várias discussões interessantes ao longo da jornada de Yorick, como a ética (clonagem, experiencias em humanos, etc), a necessidade da guerra (principalmente na figura da israelense que eu esqueci o nome), a fragilidade da sociedade (principalmente no começo), a importancia da arte (com o grupo de teatro) e vários outros.

No fim, mesmo com todas esses interessantes adicionais, o que é melhor em Y! O Último Homem é a história, mas essa eu não vou contar, mas fica a indicação para quem aprecia quadrinhos.

sábado, 18 de outubro de 2008

Basilisk


Hey hey, não sabia se cabia aqui, mas resolvi postar. Basilisk é um manga que mostra a luta de duas famílias, os Iga e os Kougas no Japão durante a era Keichou (1614). A luta descide o próximo Tokugawa (governante), entre personagens históricos está Hattori Hanzo. Uma batalha de 10 vs 10 entre ninjas. Muito bom. pode ser encontrado aqui e eu recomendo muito. São 5 volumes grandes, boa leitura.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Desvendando os Quadrinhos (Scott McCloud)



Eu tropecei nesse livro quando minha orientadora do mestrado pediu que eu lesse para a discussão. Na primeira página já pensei: "Putz!Por que diabos não li isso antes?!". McCloud é um cara que fala de quadrinhos EM quadrinhos, o que, por si só, já merece meu respeito. Além de ter um traço super bacana, as páginas de "Desvendendo os Quadrinhos" são recheadas de personagens de HQs; dá até pra gente brincar de "Onde está Wally?", descobrindo quais são os personagens que estão "jogados" na página (como nas páginas 4; 30; 52 e 53).

O que eu achei mais bacana no livro é que o autor consegue falar de conceitos super difíceis de serem abordados (como Semiótica e Teoria da Arte) de uma forma bem compreensível e lúdica. Além do que, ele faz um apanhado geral, e ao mesmo tempo bem fácil de entender, de toda a "teoria" dos quadrinhos, desde sua conceituação (passando pelo mestre Eisner e sua "arte sequencial"), até as teorias de espaço, tempo e cores. E tudo isso sem ser chato ou aborrecidamente teórico!

Vale a pena ler da primeira à última página (ou, do primeiro ao último quadrinho). Mesmo sem pretensões acadêmicas. Apenas pra saciar o "nerd viciado em quadrinhos" que há dentro de cada um de nós.

Pra quem quiser dar (mais do que) uma olhada: http://www.livrariascuritiba.com.br/?system=livros&action=carrinho&id=9788589384636&eid=LVHQHQ