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domingo, 27 de abril de 2008

Fahrenheit 451 (filme)

Depois de ler, não teve como não reassistir o filme. Pois foi através dele que eu conheci o livro, e por falar em livros. A primeira cena mostra de forma bem interessante a queima deles. Apesar de ser diferente do original, a cena funciona muito bem para o cinema.

Apesar de não ser 100% fiel (e nenhuma adaptação vai ser) o filme transmite a idéia passada exatamente da mesma forma. Tudo bem que o filme foi lançado em 1966 e assistindo agora temos alguns constrastes interessantes. Por exemplo, na primeira cena, aparece um telefone, desses (que hoje são) bem antigos, e mais a frente no filme temos telefones mais sofisticados (cena onde Clarisse liga para os bombeiros). Mas nada disso muda o fato do filme mostrar visualmente aquilo que o livro nos faz imaginar.

É notável a falta de alguns personagens, a confrontação Beatty/Montag é diferente, mas algumas coisas compensam, a atriz que faz Clarisse e Linda (a esposa, que no livro se chama Mildred) é excelente, e a escolha dela interpretar as duas é fantástica. Os livros mostrados e citados no filme também foram escolhidos muito bem.

O filme e o livro são quase complementares, pois onde as vezes falta em um, o outro acaba compensando. Mas tenho que admitir, no final um livro acaba sendo importante para Montag, apesar de no filme ser um dos meus livros favoritos, o do livro é uma escolha genial e por isso tras um final notável (apesar de um pouco batido atualmente). Mas, é claro, não vou explicar, pois não quero estragar o final.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Fahrenheit 451 (Ray Bradbury)

No mesmo espírito de livro antigo com tema futurista (Admirável Mundo Novo é de 1932 e Fahrenheit 451 de 1953), em Fahrenheit 451 temos um futuro onde a "felicidade" reina, mas é claro, tudo tem seu preço.

Fahrenheit 451 é a temperatura em que o papel pega fogo, o que nos leva ao ponto principal do livro, os bombeiros. Mas eles tem uma função diferente neste mundo futurista, eles não mais apagam o fogo, e sim, ateam fogo, queimando os livros. Livros que são uma ameaça a "felicidade", e dessa maneira qualquer um em posse de livros é criminoso. É nesse cenário que encontramos Guy Montag, um bombeiro que tem sua vida mudada após encontrar uma moça, Clarisse, esquisita para os padrões, mas feliz, de uma maneira diferente. Ela faz a pergunta que muda a vida dele:

- "Você é feliz?"

Além de Montag e Clarisse, o livro é repleto de personagens interessantes, Mildred, esposa de Montag, é praticamente o oposto de Clarisse (uma idéia ótima foi usarem a mesma atriz para as duas personagens na versão cinematográfica). E o interessante capitão Beatty, personagem que tem uma semelhança com o Administrador de Admirável Mundo Novo. Além deles temos outros tantos, como Faber e o sabujo.

Como é de se esperar o livro mostra a real importância do livro, mesmo num futuro com a "família", uma mídia interativa (o provável futuro da televisão) tendo controle sobre as informações que chegam aos espectadores. Fato muito bem explicado nas frases do capitão Beatty:
"Se você não quiser que se construa uma casa, esconda os pregos e a madeira. Se não quiser um homem politicamente infeliz, não lhe dê os dois lados de uma questão para resolver; dê-lhe apenas um. Melhor ainda, não lhe dê nenhum."

domingo, 13 de abril de 2008

Internet, a nova vitrine

Música

Ao ver na MTV a propaganda do myspace da Mallu Magalhães eu não botei muita fé. Só que a menina me surpreendeu ao vê-la cantando num show. Mas a internet tem um papel fundamental nesta história, independemente do talento dela, NUNCA uma menina de 15 anos, cantando em inglês e fazendo covers de Johnny Cash chegaria a ser considerada.

Mas aconteceu, com entrevistas na Rolling Stones, aparições nos programas da globo, matéria em jornais ela já consegui algum espaço. E o que me deixa mais contente é que além do talento inegável, as escolhas das covers coincidentemente (ou não) estão em filme recentes. São elas:

Folsom Prison Blues – Johnny Cash – melhor música “Johnny & June” (Walk the Line).
I've Just Seen a Face – The Beatles – uma das melhores músicas de “Across the Universe”.
Anyone Else But You – The Moldy Peaches – melhor música de “Juno”.

Escrevi um review no last.fm desse show.

Livro


Ontem vi a propaganda do livro “Crepúsculo” de “Stephanie Meyer”, é um romance adolescente, sendo que o personagem principal é um vampiro. Este é o primeiro livro de uma trilogia, que considerei começar a ler em inglês, antes mesmo do lançamento em português. Me surpreendeu lancerem este livro em português (nem tanto, pois estão filmando o filme baseado no livro).

Uma das razões de eu querer ler o livro é um tanto inusitada, pois a escritora colocou no seu site uma “playlist” para o livro, o que é bem interessante, e me deixou curioso a ler o livro.

Além da “playlist”, outra coisa interessante sobre o livro, mesmo antes de ser lançado em português tem na internet uma comunidade de fãs bem grande no Brasil. Veremos como vai ficar depois do lançamento em português, e depois do lançamento do filme.

Trilha sonora do livro: playlist

Filme

Aqui é onde a internet tem um papel fundamental, pois foi através dela que a ex-stripper Diablo Cody foi descoberta. A (na época) autora do blog “The Pussy Ranch”, escreveu seu primeiro roteiro e ganhou o Oscar de roteiro original pelo filme Juno. Méritos para ela, pois o roteiro realmente é muito bom.

Além de tudo ela teve muita sorte, pois os grandes nomes concorreram no roteiro adaptado, os irmãos Coen (que já haviam ganho com Fargo, ganharam novamente), Paul Thomas Anderson (que concorreu pela terceira vez ao melhor roteiro), Christopher Hampton (que já ganhou por Ligações Perigosas, que é um ótimo filme), Ronald Harwood (que ganhou por O Pianista, e esse ano achei que ganharia com o Escafandro e a Borboleta) e só pra não ser injusto, a última concorrente foi a excelente atriz Sarah Polley que concorreu pelo roteiro de Longe Dela (um bom roteiro também).

E eu ainda acho que “Senhores do Crime” (Eastern Promises), tinha um roteiro melhor que Juno, pois vários personagens tinham ótimas características que não foram exploradas. E se Steven Knight (que já concorreu ao Oscar pelo ótimo “Coisas Belas e Sujas”) concorresse, ele seria o vencedor.

O premio também deve-se em parte ao diretor Jason Reitman (que já mostrou que entende da coisa pelo “Obrigado por Fumar”), que pegou um bom roteiro e fez um ótimo filme, ao contrário do diretor de Senhores do Crime, que (acho eu) pegou um ótimo roteiro e só fez um bom filme.

E pra finalizar fique com as dicas para escrever bem da ex-stripper ganhadora do Oscar.