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segunda-feira, 5 de maio de 2008

Nine Inch Nails - The Slip


Foi lançado hoje The Slip,o novo álbum do Nine Inch Nails, assim como o anterior Ghost I-IV, esse também foi lançado com a licença Creative Commons, ou seja é gratuito, você pode legalmente distribuir, remixar, usar a música em vídeos, blogs, podcasts e outros (desde que não seja comercialmente).

Acabei de ouvir, e gostei muito, destaque pra 1,000,000 e Lights in the Sky. Pra quem gosta é uma boa pedida.

domingo, 13 de abril de 2008

Internet, a nova vitrine

Música

Ao ver na MTV a propaganda do myspace da Mallu Magalhães eu não botei muita fé. Só que a menina me surpreendeu ao vê-la cantando num show. Mas a internet tem um papel fundamental nesta história, independemente do talento dela, NUNCA uma menina de 15 anos, cantando em inglês e fazendo covers de Johnny Cash chegaria a ser considerada.

Mas aconteceu, com entrevistas na Rolling Stones, aparições nos programas da globo, matéria em jornais ela já consegui algum espaço. E o que me deixa mais contente é que além do talento inegável, as escolhas das covers coincidentemente (ou não) estão em filme recentes. São elas:

Folsom Prison Blues – Johnny Cash – melhor música “Johnny & June” (Walk the Line).
I've Just Seen a Face – The Beatles – uma das melhores músicas de “Across the Universe”.
Anyone Else But You – The Moldy Peaches – melhor música de “Juno”.

Escrevi um review no last.fm desse show.

Livro


Ontem vi a propaganda do livro “Crepúsculo” de “Stephanie Meyer”, é um romance adolescente, sendo que o personagem principal é um vampiro. Este é o primeiro livro de uma trilogia, que considerei começar a ler em inglês, antes mesmo do lançamento em português. Me surpreendeu lancerem este livro em português (nem tanto, pois estão filmando o filme baseado no livro).

Uma das razões de eu querer ler o livro é um tanto inusitada, pois a escritora colocou no seu site uma “playlist” para o livro, o que é bem interessante, e me deixou curioso a ler o livro.

Além da “playlist”, outra coisa interessante sobre o livro, mesmo antes de ser lançado em português tem na internet uma comunidade de fãs bem grande no Brasil. Veremos como vai ficar depois do lançamento em português, e depois do lançamento do filme.

Trilha sonora do livro: playlist

Filme

Aqui é onde a internet tem um papel fundamental, pois foi através dela que a ex-stripper Diablo Cody foi descoberta. A (na época) autora do blog “The Pussy Ranch”, escreveu seu primeiro roteiro e ganhou o Oscar de roteiro original pelo filme Juno. Méritos para ela, pois o roteiro realmente é muito bom.

Além de tudo ela teve muita sorte, pois os grandes nomes concorreram no roteiro adaptado, os irmãos Coen (que já haviam ganho com Fargo, ganharam novamente), Paul Thomas Anderson (que concorreu pela terceira vez ao melhor roteiro), Christopher Hampton (que já ganhou por Ligações Perigosas, que é um ótimo filme), Ronald Harwood (que ganhou por O Pianista, e esse ano achei que ganharia com o Escafandro e a Borboleta) e só pra não ser injusto, a última concorrente foi a excelente atriz Sarah Polley que concorreu pelo roteiro de Longe Dela (um bom roteiro também).

E eu ainda acho que “Senhores do Crime” (Eastern Promises), tinha um roteiro melhor que Juno, pois vários personagens tinham ótimas características que não foram exploradas. E se Steven Knight (que já concorreu ao Oscar pelo ótimo “Coisas Belas e Sujas”) concorresse, ele seria o vencedor.

O premio também deve-se em parte ao diretor Jason Reitman (que já mostrou que entende da coisa pelo “Obrigado por Fumar”), que pegou um bom roteiro e fez um ótimo filme, ao contrário do diretor de Senhores do Crime, que (acho eu) pegou um ótimo roteiro e só fez um bom filme.

E pra finalizar fique com as dicas para escrever bem da ex-stripper ganhadora do Oscar.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Agalloch

Dark Metal, Doom Metal ou Folk Metal. Estas são as classificações que a banda recebeu pelo mundo. Porém nenhuma destas classificações me agrada. Comecei a ouvir porque compartilhava o micro no serviço e desde então sempre escuto.

Suas músicas transmitem várias sensações, nada que você precise pensar ou entender, apenas sentir. As sensações variam de sussuros do vento em uma floresta no inverno até gritos desesperados de alguém a beira da morte. Parece estranho e complicado, mas é bem mais simples. As músicas possuem uma continuidade, cada álbum é um ótimo círculo vicioso ( muito bom para ouvir enquanto programa).

A banda foi criada em 1995 e parece originária da escandinávia ou algum país gelado da europa mas é americana mesmo, mais precisamente Portland - Oregon. O integrantes da banda não são muito conhecidos e a discografia não é tão extensa:
  • Pale Folklore

  • The Mantle

  • Ashes Against the Grain

Dentre estes, recomendo Falling Snow e Fire Above Ice Below do álbum Ashes Against the Grain, na verdade eu recomendo este álbum inteiro do começo ao fim...



Algumas músicas podem ser ouvidas no site oficial, no Myspace ou no Last.fm .
Mais informações sobre a banda no Wikipédia ou na Encyclopaedia Metallum.

Falow

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Várias boas músicas fazem um bom filme?

Sou muito fã de musicais e trilhas sonoras, essa foi a razão do interesse pelo filme "Across the Universe", um musical feito com músicas dos Beatles.

O filme começa com "Girl", seguido de "Hold me Tight" num baile americano e num show underground inglês. Também tem uma despedida aos versos de "All my Loving", e uma cena desnecessária pra apresentar uma personagem ao som de "I Want to Your Hand". Até aqui parece uma coletânia de clipes, músicas jogadas em cenas de modo a fazer sentido e não uma trama.

Quando Jude, o personagem principal, faz novos amigos e canta a canção "With a Little Help from My Friends", logo eu pensei:
-Esse filme vai ser uma merda, muito previsível, o nome do cara é Jude, daqui a pouco vai tocar "Hey Jude" e tem uma moça chamada Lucy, logo logo vem "Lucy in the Sky with Diamonds". Que falta de criatividade.

Mas graças a Deus eu me enganei. Depois das previsibilidades do começo, o filme muda, de forma surpreendente, as letras e melodias vão se encaixando perfeitamente (na verdade é o contrário, o filme é que vai se encaixando nas músicas). Incrível como é possível fazer um bom roteiro usando como base apenas músicas dos Beatles.

No fim das contas é um bom filme feito de ótimas músicas. Felizmente "Hey Jude" não é usada tão previsivelmente, e "Lucy in the Sky with Diamonds" só é tocada nos créditos.

E o filme acaba como acabaram os Beatles, num show no teto de um prédio. E nada melhor pra acabar um musical dos Beatles do que tocando "All You Need is Love".