terça-feira, 13 de março de 2012

Eu sou o Número Quatro - Pittacus Lore


Livro: Eu sou o Número Quatro - I Am Number Four
Autores: Pittacus Lore
Editora: Intrínseca
Tradução: Débora Isidoro
Lançamento: 2011
Nota: 2.4 Poderes aleatórios [1 a 5]
Sinopse da editora: Nove de nós vieram para cá. Somos parecidos com vocês. Falamos como vocês. Vivemos entre vocês. Mas não somos vocês. Temos poderes que vocês apenas sonham ter. Somos mais fortes e mais rápidos que qualquer coisa que já viram. Somos os super-heróis que vocês idolatram nos filmes e nos quadrinhos — mas somos reais.

Nosso plano era crescer, treinar, ser mais poderosos e nos tornar apenas um, e então combatê-los. Mas eles nos encontraram antes. E começaram a nos caçar. Agora, todos nós estamos fugindo.

Não, não é bom. Infelizmente... Tinha tudo pra dar certo, aliens, super poderes, guerras intergaláticas, um herói pra salvar o universo... Mas o autor teve uma quedinha a lá Crepúsculo, afinal, pra que salvar o planeta, meu primeiro beijo é muito mais importante...

Não que eu odeie o amor e afins, "Meu primeiro amor" é um filme (velho) que eu gostei, mas tem a temática toda voltada pra isso...

Agora mais comparações (esdrúxulas), no Percy Jackson, cada um ganha armas e habilidades de acordo com o Deus ou Deusa que é seu pai/mãe. Mas o nosso amigo aritmético ali ganha poderes aleatórios + telecinese , sério? Lanterna nas mãos? eu até pensei que seria útil, em algum momento mas... deixa pra lá...

Para tudo!!! Agora você não precisa mais ser um alien pra aprender telecinese clique aqui e seja feliz!!! Um blog que ensina telecinese, agora eu já vi de tudo...

Voltando ao livro, a leitura é leve e sem grandes revelações ... O personagem que eu gostaria de saber mais é o bichinho de estimação metamorfo, que, pelo que tudo indica, é o mais poderoso, porém, o menos utilizado, uma pena...

E na página 17:
"O mato invade a estradinha de cascalho, cheia de buracos com água lamacenta.Henri para e desliga o motor da caminhonete."
Não espere por muito mais que isso mesmo...

Pergunta: se você tivesse um bicho de estimação metamorfo, como você iria para a escola:
(a) Correndo;
(b) Voando num Dragão e gritando FUS RO DAH;
(c) Montado em um rinoceronte;
(d) Acompanhado de um Tiranossauro Rex;
(e) Qualquer uma das anteriores, menos a opção "a".

quarta-feira, 7 de março de 2012

Grau 26: A Origem - Anthony E. Zuiker


Livro: Grau 26: A Origem - Level 26: dark origins
Autores: Anthony E. Zuiker
Editora: Record
Lançamento: 2010
Nota: 3.7 Barras de manteiga para entrar na roupa de Látex [1 a 5]
Sinopse da editora: Comandado pelo talentoso detetive Dark, um grupo de investigadores de elite segue o rastro de um assassino tão terrível — responsável por matar, violentar, mutilar, envenenar e torturar brutalmente 35 pessoas em seis países durante 23 anos — que não se encaixa em nenhum dos 25 graus de psicopatia conhecidos, obrigando a lei a criar uma nova classificação de crueldade para encaixá-lo. Seu nome é Sqweegel. Seus alvos: Qualquer um. Seus métodos: Ilimitados. Sua classificação: Grau 26.


A proposta do livro é ser o Primeiro Romance Digital Interativo, ou seja, de tempos em tempos o livro apresenta uma senha que possibilita ver um vídeo sobre o que está acontecendo no livro, o vídeo sempre acrescenta algo e intensifica a leitura, mostrando os personagens, os cenários e outros detalhes.

Bom, na minha opinião, não foi interessante, os atores são ruins e as interpretações são fracas, apesar de que, interpretar uma cena cena amarrada, semi-nua e sendo açoitada por uma lâmina não deve ser fácil, mas isso interfere na criação/imaginação dos personagens e na muda a dinâmica do modo de ler um livro, principalmente porque tem que parar de ler, ir até o computador, entrar ver e voltar a ler (o que nem sempre é possível, dependendo onde você costuma ler). Portanto, vou ignorar essa parte do livro e seguir a resenha só do livro.

FBI, Criminosos à solta e toneladas de corpos, poderia ser mais um livro sobre assassinatos se não fosse os detalhes, o requinte de crueldade, a maldade em cada ato, em cada frase do livro. Não que ele assuste, mas você se sente mal por estar lendo aquilo e participando dos atos, principalmente quando ele envolve crianças e senhorinhas viúvas...

O livro é dinâmico, rápido e direto, o final é condizente e não apela para o final feliz, nem para um final trágico é apenas um final (ou Início, já que o subtítulo é "A ORIGEM").

A capa chama atenção por ser o criador de CSI, série que eu sou fã, apesar de ter ficado ruim com a saída do Grissom... O livro usa os mesmos mecanismos da série, pra quem é acostumado à ela, vai curtir.

O personagem que eu gostaria de saber mais é do passado do Sqweegel, suas motivações e idéias, apesar do livro mostrar um pouco isso, não se tem ideia de como tudo isso começou... O livro foi emprestado pela Carla, mas é da Isadora, obrigado pelo empréstimo e... já comprou o 2?

E na página 17:
"Lentamente ele se esgueirou subindo mais uma plataforma, cada vez mais alto, procurando algum reflexo ou indício do monstro, mas havia pouca luz. Respirando com rapidez ergueu o corpo até mais um nível, procurando desesperadamente espreitar além do limite da tábua, expondo a cabeça e o pescoço ao desconhecido. Se pudesse enxergar..."

Fica a pergunta que não quer calar, o que você escolheria, bastão de beisebol, cabo de vassoura ou o membro propriamente dito ?

sábado, 3 de março de 2012

Lágrimas do Dragão - Dean Koonz


Livro: E tem outra coisa... - Dragon Tears
Autores: Dean Koonz
Editora: Record
Lançamento: 2003
Nota: 5 Golens Assassinos [1 a 5]
Sinopse da editora: Harry Lyon é um homem racional, um policial correto e metódico que se recusa a deixar o trabalho endurecer sua alma. Sua parceira, Connie Gulliver, ao contrário, sempre adorou o caos. Mas apesar de acreditar na ordem e na razão, um dia Harry se vê forçado a matar um homem, e a partir de então sua vida se transforma em um terrível pesadelo. Um mendigo misterioso, com olhos vermelhos, profere as palavras assombrosas que parecem prenunciar a morte de Harry: "Tique-Taque, Tique-Taque. Você vai estar morto dentro de dezesseis horas... Morto ao amanhecer... Morto ao amanhecer... Morto ao amanhecer..." Lágrimas do Dragão revela um lugar inimaginável, cheio de surpresas e perigos fatais, onde o mestre Dean Koontz constrói uma espantosa obra-prima de suspense arrepiante até o último momento.

Bom, pra quem já leu algum livro do tiozinho ai (Velocidade, Do Fundo dos Seus Olhos, ...) já sabe o que esperar, tensão, suspense do começo ao fim, surpresas a cada virada de página e um teco de espetacular, de mágico, de fuga da realidade.

O livro é muito bacana, totalmente viciante, numa narrativa rápida, desesperada, sem perda de tempo. A narrativa se faz por vários personagens, um nada convencional, e com nenhuma relação no começo. Mas cada um mostrando a sua perspectiva da estória, realmente é indispensável de se ter na coleção.

"As pessoas são estranhas com relação a um monte de coisas, uma delas é a comida. Um monte de gente guarda comida, não quer que você tenha nem um pouco - e depois jogam um bocado fora, em latas onde a comida foi deixada até feder e ser capaz de causar doenças. Se você derruba as latas pra pegar a comida antes que ela seja capaz de provocar doença, as pessoas veem correndo e gritando e caçando como se você fosse um gato ou coisa do tipo."

E na página 17:
"Nenhum sinal de tensão era visível em seu rosto bastante suave, e sua postura era relaxada - mas as mãos se fechavam com força dos lados do corpo, como se ele mal pudesse controlar a ânsia de atacar alguém. Seu sorriso vago reforçava o ar de ausência - mas o sorriso ia e vinha, oscilando incerto, um atestado sutil de seu tumulto interior."

Eu escolhi o livro porque a Isadora recomendou e pronto, mais um pra estante... Não teria nenhum personagem que eu gostaria de saber mais pois todos tem já sua estória relatada, de onde veio e tudo mais, criação de personagens nota 10...

O problema de se ler um livro desse é saber que coisas ruins acontecem com pessoas boas, não só com pessoas boas, mas invariavelmente acontece. E estamos caminhando para um mundo melhor ou um mundo cada vez mais incompreensível?

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

E tem outra coisa... - Eoin Colfer [Resenha]

Livro: E tem outra coisa... - And another thing...
Autores: Eoin Colfer
Editora: Record
Lançamento: 2011
Nota: 5 Dinamites pangaláticas [1 a 5]
Sinopse da editora: Fãs de todo o mundo estavam órfãos de novas aventuras dos personagens mais loucos da ficção científica desde que o último livro da série O Mochileiro das Galáxias foi escrito, em 1992.
Com a morte de seu autor, Douglas Adams, parecia absolutamente improvável que Arthur Dent, Ford Prefect, Tricia McMillan e Zaphod Beeblebrox voltassem a aprontar, depois de tantos anos perdidos no espaço, sem que ninguém tivesse notícias deles.
Mas, como a improbabilidade é o que move o universo de Adams, eis que surge Eoin Colfer para resgatar nossos heróis e metê-los em confusões ainda mais alucinantes ao lado de vogons, peixes-babel, deuses desempregados, computadores irascíveis e alienígenas que dedicam sua imortalidade a ofender todos os seres do Universo.
Seguindo de forma magistral o estilo característico de Douglas Adams e fazendo diversas referências aos cinco volumes da trilogia original, Colfer resgata o humor dessa fantástica série e apresenta um novo destino para os personagens mais amados da Galáxia.
Pegue sua toalha e aproveite esta hilariante aventura espacial. Mas, aconteça o que acontecer, não se esqueça: Não entre em pânico!

O que mais me chamou atenção na capa do livro foi o nome do autor, que não é o maluco do Douglas Adams, e sim o cara do Artemis Foul. Isso com certeza foi trabalho de um gerador de improbabilidade infinita...

O livro é uma agradável surpresa para os fãs que não estavam esperando mais livros da série e agora tem em mãos uma ótima continuação.

Eu escolhi esse livro por ter lido todos os 5 livros anteriores e por estar em promoção (obrigado a Patty por me ensinar a olhar para as prateleiras que estão em promoção).

Ótimo, nada menos que isso, mais uma viagem diretamente do mundo da lua, como dia um adolescente com o gravador do seu avô.

Senti muita falta do robô pessimista (ou depressivo) Marvin, que morreu, mas né - "Se algo estava fadado a não acontecer nunca, era certo que essa coisa se recusaria a não acontecer o mais rápido possível".

A leitura foi agradável e fascinante, o autor consegue manter os mesmos trilhos de Douglas Adams e adicionar dezenas de notas e comentários fantásticos que compõem uma atmosfera digna da série.

E na página 17:
"Essas desgraçadas, pensou o homem. Assim que deduziram que esse negócio de bater as asas afetava as coisas a um continente de distância, milhares de borboletas tinham se juntado e ficado malignas."

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Devoradores de Mortos - Michael Crichton [Resenha]


Livro: Devoradores de Mortos - Eaters of the Dead

Autor: Michael Crichton

Tradutor: Gilson B. Soares

Editora: Rocco

Ano: 1976

Nota: 3,5 Taças de hidromel

Sinopse da Editora: Michael Crichton apresenta em Devoradores de Mortos o mais antigo relato da vida dos vikings: o manuscrito do árabe Ibn Fdlan, de 922. Através deste documento, ele narra a vida desse povo de uma forma inédita, jamais vista pelos ocidentais. Ibn Fadlan relata uma batalha entre uma tribo viking e os monstros da névoa, os devoradores de mortos.

A história do livro se passa no ano de 922 e é a narrativa das desventuras Ahmad ibn Fadlan, um embaixador árabe na terra dos vikings.

É muito divertido ver o choque de duas culturas tão distintas, e de fato, enquanto boa parte da Europa afundava em fezes de ratos e edificada em uma estrutura social essencialmente ruralista e arcaica, a cidade de Bagdá contava com aproximadamente um milhão de habitantes, e era um polo de cultura, Filosofia e Ciência.

O mais encantador do livro é saber que o embaixador árabe realmente existiu. Michael Crichton propôs uma romanização moderada dos relatórios de viagem Fadlan ao califa al-Muqtadir. Estes documentos são muito importantes do ponto de vista histórico, pois figuram entre os poucos relatos do estilo de vida e da cultura dos povos nórdicos.

O livro é de leitura fácil, mas a constante interrupção com notas-de-rodapé pode irritar aqueles que se prenderem mais a narrativa, mas com certeza irá deliciar aqueles que estão interessados em detalhes históricos.

O fato de eu não mencionar nada sobre o enredo pode suscitar a ideia de que se trata de um conto tedioso, mas tanto isso não é verdade que “Devoradores de Mortos” inspirou um blockbuster hollywoodiano: “O 13° Guerreiro” com Antonio Banderas.

Diversão garantida.