segunda-feira, 5 de maio de 2008

Nine Inch Nails - The Slip


Foi lançado hoje The Slip,o novo álbum do Nine Inch Nails, assim como o anterior Ghost I-IV, esse também foi lançado com a licença Creative Commons, ou seja é gratuito, você pode legalmente distribuir, remixar, usar a música em vídeos, blogs, podcasts e outros (desde que não seja comercialmente).

Acabei de ouvir, e gostei muito, destaque pra 1,000,000 e Lights in the Sky. Pra quem gosta é uma boa pedida.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Filmes de gente fazendo ... filmes

Dois filmes que eu quero ver em breve nos cinemas brasileiros tem algumas coisas em comum. A primeira delas é que são filmes de gente fazendo filmes. A segunda é que os diretores de ambo são conhecidos por terem feitos clipes musicais.

O primeiro é Son of Rambow e conta a história de 2 amigos, um religioso e outro brigão, que depois de assistirem uma cópia do filme Rambo decidem fazer o seu próprio filme, "O filho do Rambow", onde vão resgatar Rambo. O diretor é Garth Jennings, que já dirigiu no cinema "O guia do mochileiro das galáxias", mas é mais conhecidos pelos seus clipes. É dele a caixinha de leite de Coffee & TV do Blur, e a criatividade de com 30 segundos de cena fazer o clipe de Imitation of Life do R.E.M..

Não sei se chega ao Brasil tão cedo, já que o filme estréia hoje nos Estados Unidos e é uma produção inglesa.

O segundo é Be Kind Rewind, onde numa locadora todos os filmes são apagados por um funcionário (Jack Black) imantado. Para fugir da falência e da reclamação dos clientes, eles decidem, refilmar todos os filmes. O filme é de Michel Gondry, que já dirigiu Natureza Quase Humana e Brilho Eterno de uma Mente sem Lembraças (dois ótimos filmes com o roteiro do excelente Charlie Kaufman). Gondry também é conhecido pelos clipes que dirigiu, entre eles Everlong do Foo Fighters e Like a Rolling Stone dos Rolling Stones. Também é de Gondry a genial propaganda da Levi's do "watch pocket".

Trailer de Son of Rambow
Trailer de Be Kind Rewind

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Homem de Ferro

Depois de alguns livros e filmes antigos, vamos para algo novo. O primeiro filme de super-herói do ano. O Homem de Ferro.

Tenho que admitir que sou um viciado em quadrinhos, e isso afeta meu julgamento, já que achei Motoqueiro Fantasma um ótimo filme, contrariando todo mundo. Mas, fazer o que? É meu personagem favorito. O que não acontece com o Homem de Ferro

Pra ser bem sincero nem gosto muito do homem de ferro. Mas o filme ... não tem como não gostar, pra mim é o melhor filme de herói da Marvel, melhor que X-men (que eu sou fã), melhor que Blade (que é ruim), melhor que Quarteto Fantástico (que é pior) e melhor até que Motoqueiro Fantasma (ok, ok, eu sou fã e adorei, mas todo mundo achou ruim, fazer o que?).

Mas, o filme é bom por mérito da equipe, o elenco foi escolhido perfeitamente, o Robert Downey Jr. não interpreta Anthony Starks, ele É Anthony Starks, todas as características do quadrinho estão lá, a inteligencia estratégica, o jeito playboy, a arrogancia, a solidão, o senso de humor e tudo mais. Além dele, os desconhecidos personagens do mundo do homem de ferro estão bem caracterizados, Pepper Potts é a secretária atenciosa, Jim Rhodes, o amigo militar, Stane, empresário da empresa de Stark e inimigo. Até o segurança Happy Hogan que tem duas cenas discretíssimas está lá.

Além de tudo isso, o roteiro é perfeito, cada cena tem a sua razão de estar lá, as piadas são engraçadas, mérito da mesma equipe de roteiristas de Filhos da Esperança (Children of Men). Assim, o filme é bom tanto para quem quer ver o "latinha" (que é como o homem aranha o chama nos quadrinhos) voar, dar porrada e tudo mais, quanto para os fãs de quadrinhos, pois (assim como nos quadrinhos), o alter ego Tony Starks é o personagem principal. Um empresário bem sucedido, mas solitário, com escolhas difícies a serem feitas, longe de ser um bondoso herói, ele é um arquiteto que planeja todos os detalhes, com uma motivação, na maioria das vezes egoísta.

Aposto minhas fichas que o sucesso vai permitir que as continuações aconteçam, pois várias boas deixas estão no filme, desde a S.H.I.E.L.D., até a deixa de Jim Rhodes.

E se todas as indicações estiverem corretas, o segundo filme trará a melhor estória do personagem: "O demônio da garrafa", é esperar para ver.

domingo, 27 de abril de 2008

Fahrenheit 451 (filme)

Depois de ler, não teve como não reassistir o filme. Pois foi através dele que eu conheci o livro, e por falar em livros. A primeira cena mostra de forma bem interessante a queima deles. Apesar de ser diferente do original, a cena funciona muito bem para o cinema.

Apesar de não ser 100% fiel (e nenhuma adaptação vai ser) o filme transmite a idéia passada exatamente da mesma forma. Tudo bem que o filme foi lançado em 1966 e assistindo agora temos alguns constrastes interessantes. Por exemplo, na primeira cena, aparece um telefone, desses (que hoje são) bem antigos, e mais a frente no filme temos telefones mais sofisticados (cena onde Clarisse liga para os bombeiros). Mas nada disso muda o fato do filme mostrar visualmente aquilo que o livro nos faz imaginar.

É notável a falta de alguns personagens, a confrontação Beatty/Montag é diferente, mas algumas coisas compensam, a atriz que faz Clarisse e Linda (a esposa, que no livro se chama Mildred) é excelente, e a escolha dela interpretar as duas é fantástica. Os livros mostrados e citados no filme também foram escolhidos muito bem.

O filme e o livro são quase complementares, pois onde as vezes falta em um, o outro acaba compensando. Mas tenho que admitir, no final um livro acaba sendo importante para Montag, apesar de no filme ser um dos meus livros favoritos, o do livro é uma escolha genial e por isso tras um final notável (apesar de um pouco batido atualmente). Mas, é claro, não vou explicar, pois não quero estragar o final.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Fahrenheit 451 (Ray Bradbury)

No mesmo espírito de livro antigo com tema futurista (Admirável Mundo Novo é de 1932 e Fahrenheit 451 de 1953), em Fahrenheit 451 temos um futuro onde a "felicidade" reina, mas é claro, tudo tem seu preço.

Fahrenheit 451 é a temperatura em que o papel pega fogo, o que nos leva ao ponto principal do livro, os bombeiros. Mas eles tem uma função diferente neste mundo futurista, eles não mais apagam o fogo, e sim, ateam fogo, queimando os livros. Livros que são uma ameaça a "felicidade", e dessa maneira qualquer um em posse de livros é criminoso. É nesse cenário que encontramos Guy Montag, um bombeiro que tem sua vida mudada após encontrar uma moça, Clarisse, esquisita para os padrões, mas feliz, de uma maneira diferente. Ela faz a pergunta que muda a vida dele:

- "Você é feliz?"

Além de Montag e Clarisse, o livro é repleto de personagens interessantes, Mildred, esposa de Montag, é praticamente o oposto de Clarisse (uma idéia ótima foi usarem a mesma atriz para as duas personagens na versão cinematográfica). E o interessante capitão Beatty, personagem que tem uma semelhança com o Administrador de Admirável Mundo Novo. Além deles temos outros tantos, como Faber e o sabujo.

Como é de se esperar o livro mostra a real importância do livro, mesmo num futuro com a "família", uma mídia interativa (o provável futuro da televisão) tendo controle sobre as informações que chegam aos espectadores. Fato muito bem explicado nas frases do capitão Beatty:
"Se você não quiser que se construa uma casa, esconda os pregos e a madeira. Se não quiser um homem politicamente infeliz, não lhe dê os dois lados de uma questão para resolver; dê-lhe apenas um. Melhor ainda, não lhe dê nenhum."